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O Diário da Jessie Bessie

Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou à procura de ser e isso eu ainda não sou.

Violência Juvenil

É de facto o tema mais falado da semana. É falado nos jornais, na televisão e também foi falado numa das minhas aulas, Motivação e Emoção (vocês já devem ter percebido que adoro essa cadeira, mas pronto, adiante). Eis que agora, venho eu, aqui falar-vos do que eu acho sobre este assunto: Violência (ou no calão, bullying) Juvenil.

De certeza que todos vocês já ouviram falar do caso da Figueira da Foz (onde um jovem é agredido por várias pessoas, entre as quais, três raparigas) e do caso de Salvaterra de Magos (onde um jovem de 17 anos matou um jovem de 14 anos, tudo por inveja), por isso não me irei alargar muito a descrevê-los, porque até já devem ter visto (no caso do primeiro) o vídeo que foi publicado para que toda a gente possa ver o que realmente se passou.

Eu não sou ignorante ao ponto de colocar ambos os casos no "mesmo saco", até porque apesar de haverem semelhanças, muitas são as diferenças entre ambos os casos. E ao contrário do que o senhor Luís Marques Mendes disse, esta noite no telejornal da Sic, não acho que "o caso de Salvaterra de Magos demonstra um jovem altamente problemático, o que não parece ser o caso na Figueira da Foz". Ou seja, para este senhor (e para muita boa gente), começar às chapadas e aos murros a um jovem (aparementemente - e sublinho o aparentemente, cercado) é muito normal. 

Para mim, não há normalidade em nenhum dos casos, mas concordo que a agressão é normal no ser humano. Sempre houve agressão nas sociedades, e para isso, basta regressarmos à pré-história (ou a Grécia e Roma antiga) e vemos que antes nos agrediamos por vários motivos, como comida, sexo (ou simplesmente por diversão) ... e tudo por questões de poder/dominância. 

Eu acredito que todos os seres humanos são capazes de violência (até porque foi isso que aprendi no ano em que estudei criminologia no Porto), e acredito principalmente que até os seres mais carinhosos do mundo são capazes de matar. 

A questão é: "O Homem é bom e é a sociedade que o corrumpe?", como dizia Rousseau, ou "O Homem é mau e é a sociedade que o domina?", como dizia Hobbes. O meu professor de Motivação e Emoção diz que é Hobbes quem tem razão, mas eu não sei. Eu acredito que a agressão seja inata a todos os seres humanos (e é comum a todas as sociedades e culturas), mas não acredito que nascemos maus ou bons.

Como Luís Marques Mendes disse no telejornal, quando lhe perguntaram "Será que a juventude hoje em dia é mais violenta que em gerações passadas?", concordo com a sua resposta de que "A sociedade em geral tem hoje um discurso mais violento, na internet e não só. É a chamada contaminação social".

Senão vejamos, quantos de vós já não chamou nomes como "cabra", "vaca", "puta", "cabrão" (etc, etc) em redes sociais e no dia-a-dia?! Pois... E quantos de vocês já não disseram isso, em tom carinhoso, a amigos vossos?! Pois... Ora aí está um problema (na minha opinião gigante) da juventude de hoje em dia (e por juventude, falo de mim também).

Convém dizer desde já que não devemos generalizar o termo "Juventude", porque cada pessoa é diferente e não devemos ser injustos ao ponto de culpar uma geração inteira, por haver certas pessoas dessa geração que cometem más escolhas. 

Voltando à questão: "Será que a juventude hoje em dia é mais violenta que em gerações passadas?", eu não acho que seja verdade. Acho que os jovens de hoje em dia demonstram mais a agressão (em parte graças às redes sociais), mas agressão sempre houve e sempre vai haver.

Antes havia bullying (embora não tivessem ainda inventado o termo), mas era considerado "normal" por muitas pessoas (que achavam que era uma boa maneira de integrar outras pessoas nos grupos sociais), ou então não era tão perceptível como nos dias de hoje (afinal de contas, hoje é preciso apenas um telemóvel com câmara e uma ligação à internet).

E quem devemos culpabilizar?  Os pais, os professores, os auxiliares... ou os responsáveis pelas acções?! Eu acho que os pais tem um grande papel na educação dos filhos, mas não me venham com "tretas", porque conheço pessoas que não tiveram essa educação, nem muito apoio social por outras partes e não andam por aí a matar pessoas ou às chapadas a outros jovens para ver "quem tem mais força".

Em termos de legalidade, é certo que existe uma idade própria para culpabilizar os agressores. No entanto, cada caso é um caso, e nem sempre a idade legal é a idade correcta para culpabilizar ou não alguém. Por isso, não sei quem culpabilizar, mas também nem sei se devíamos. 

Concluindo, violência, sempre houve e sempre irá haver, e tenho pena que algumas pessoas só tomem consciência disso agora, devido a estes casos extermos. A solução? Não faço ideia. Mas talvez não seja pôr os ditos "culpados" atrás das grades. Talvez a culpa não seja de um só pessoa, mas de uma sociedade inteira. 

 

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Jessie Bessie | 22 anos | Portugal

Embaixadora da Mais Mimus

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