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O Diário da Jessie Bessie

Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou à procura de ser e isso eu ainda não sou.

O Consultório da Jessie Bessie | Na hora do compromisso

Hoje na rubrica "O consultório da Jessie Bessie", vamos falar de um assunto que me intrigou particularmente nas aulas de "Introdução à Sexualidade Humana" e de "Motivação e Emoção":

  • Casar com quem se ama ou viver junto daquele que se ama, eis a questão?

Todos os seres humanos e animais têm uma capacidade reprodutora (e parece que essa é a única função para a qual servimos - servimos apenas para acasalar com outros e dar continuação à nossa espécie).

À medida que os seres humanos vão crescendo, vão definindo não só a identidade sexual e orientação sexual, como vão aprendendo “o que gostam e o que não gostam” (aprendendo a comunicá-lo ao seu parceiro) e começam a partilhar a sua intimidade com outros.

 

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Existem, portanto, dois tipos de pessoas:

  1. Os adultos solteiros, que se dividem em pequenos grupos (já irei falar mais à frente)
  2. Os adultos comprometidos (os que casam e os que optam por não o fazer, mas que ainda assim são comprometidos com alguém)

Em relação aos adultos solteiros:

  • Cerca de 88% dos adultos solteiros tencionam casar um dia. Ou seja, a maioria dos adultos casa, sendo que adultos solteiros são uma minoria (ou seja, ainda há esperança para mim e para os solteiros na casa do 40 anos).
  • O adulto típico passa vários anos da idade adulta solteiro, até encontrar a/o tal.
  • Alguns adultos continuam a procurar um parceiro, com um desespero gradual à medida que os anos passam. Sendo o mais provável que acabem por ser pais solteiros (caso queiram ter filhos, claro).
  • Depois dos 30, as estruturas sociais que apoiam o “conhecer novas pessoas” estão cada vez menos disponíveis e cada vez mais pessoas da mesma idade estão casadas, o que leva a que cada vez menos se conhecam pessoas novas. 

Dentro do grupo dos adultos solteiros, distinguem-se 2 grupos:

  • Os adultos que decidem ficar solteiros e serem sexualmente abstinentes: Entre estes, distinguem-se 3 tipos: os virgens; os solteiros; e os que tem parceiros mas em relações sem sexo.
  • Os adultos que planeiam ficar solteiros mas não sexualmente abstinentes: São conhecidos por apreciarem a liberdade e o estilo de vida. São geralmente solteiros, divorciados ou viúvos, que optam por speed dating ou online dating. Alguns adultos até chegam a optar por colocar anúncios nos jornais.

Em muitos dos encontros de solteiros, o objectivo é comum: encontrar alguém especial. É esperado neste tipo de "dates" haver um tipo de comunicação mais sedutora, que levará eventualmente ao sexo. E é também esperado que hajam certos cuidados com a aparência. 

 

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Em relação aos adultos comprometidos:

 

Embora a maioria das pessoas decidam casar ao fim de x anos em conjunto com o seu/sua parceiro/a, o que é certo é que a moda nos dias de hoje seja a coabitação. 

A coabitação é bastante frequente no início da idade adulta, mais frequentemente nos jovens na casa dos 20, no entanto, mais de metade destes acaba por casar e 2/3 destes fazem-no até cerca de dois anos depois de começarem a coabitar (Hyde, 2009).

A coabitação pode corresponder a uma exploração de diferentes níveis de intimidade e compromisso, constituindo uma alternativa ao casamento, cada vez mais frequente. 

No entanto, e apesar de todas as vantagens em viver com alguém, o que é certo é que as relações de coabitação acabam em separação mais frequentemente do que o casamento, na maioria das vezes ao fim de 4 anos, em 60% dos casos essa separação ocorre antes dos 30 anos, em casais maioritariamente sem filhos (Hyde, 2009).

Em relação ao casamento, um facto engraçado é que a idade atual do casamento ronda os 30 anos (na minha opinião, a idade certa para casar e começar a pensar em ter filhos).

 

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Mas porque querem as pessoas casar?

 

Hoje em dia, o casamento resulta de uma tomada de decisão, que constitui um ponto de viragem psicossocial para muitos adultos. As três razões mais referidas são o facto de o casamento significar compromisso; ser consistente com os valores e crenças em geral e com a crença de que as crianças devem ter pais casados (Mas existem outros motivos como a segurança financeira e emocional, o amor - que devia ser o mais importante, mas pronto -, a fantasia com o casamento - na maioria das vezes, por parte das mulheres, etc).

O casamento também envolve várias pressões que é necessário gerir: separação face à família de origem; pressão para o desempenho sexual; pressão para a fidelidade e compromisso para a vida; atribuição de papéis; pressão de tempo (para o casal e para a carreira); alteração nos sentimentos amorosos; e nem sempre estas pressões são fácieis de gerir, daí que muitos casamentos actualmente virem em divórcios, e cada vez mais a coabitação seja uma melhor alternativa. 

Coabitar versus Casar?

  • Casamentos precedidos por coabitação acabam mais frequentemente em separação.
  • No casamentos, há mais interações negativas, menos compromisso e menos satisfação com a relação.  
  • Os casais em relações de coabitação reportam ter relações sexuais mais frequentemente do que os casados.
  • O casamento sai mais caro (monetariamente) que coabitar.
  • Casais que coabitam tem mais tendência a separar-se por ser mais "fácil" que os casais que estão casados. 

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O que eu acho é que casar ou não casar, é indiferente. Chamem-me uma "romântica incontrolável", mas acho que não deve ser um papel que define o nosso amor/compromisso com alguém. Eu não me quero casar (pelo menos não está nos meus planos), mas também acho que não me opunha a essa ideia, caso o meu eventual parceiro quisesse (e tivesse dinheiro para casar, claro).

Além disso, qualquer rapariga que diga que nunca sonhou com o vestido, a entrada na igreja, a festa em si, e a lua de mel, estaria a mentir. É quase como se o casamento fosse um bicinho que nos inserem no cérebro desde pequenas.

No entanto, com os rapazes, as coisas já não acontecem bem assim. Contudo, (e segundo um dos meus professores), na chegada à casa dos 20, são os rapazes que mais se preocupam em arranjar a rapariga ideal (embora na minha opinião, hajam várias pessoas ideais), sendo essa a altura em que eles começam a querer "assentar" e a serem mais românticos com as meninas.

Por isso, se querem casar, casem; se querem viver somente com a tal pessoa, vivam! O importante não é o como, mas sim o porquê de estar com alguém.  

 

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"A arte é saber manter a relação. Arte essa, que me parece que as pessoas não têm, nem querem ter". Rodrigo Saraiva

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Jessie Bessie | 22 anos | Portugal

Embaixadora da Mais Mimus

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