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O Diário da Jessie Bessie

Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou à procura de ser e isso eu ainda não sou.

#EuFaçoVoluntariado | Hospital da Bonecada

Hoje estive presente na formação do XIV do Hospital da Bonecada

 

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Apesar de ter acordado às 6h, de ter perdido dois comboios e um autocarro, e depois de uma situação que me fez temer pela minha vida (literalmente), consegui chegar à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Não é difícil de lá chegar, mas já sabem como é o meu sentido de orientação (mais que péssimo).

 

Passando à parte importante: "O que é o Hospital da Bonecada?"

É uma iniciativa da Associação de Estudantes da FCML, criada em 2001, sendo um Hospital Modelo, ao qual as crianças se dirigem, no papel de pais, levando os seus bonecos, no papel de filhos, a este hospital, estrategicamente elaborado para eliminar o “medo da bata branca”.

 

Porque quis fazer parte deste projecto? Porque, no fundo, eu sou uma criança, e também eu tenho o dito "medo da bata branca" (principalmente quando é para tirar sangue, levar vacinas ou ir ao dentista), e porque acho esta ideia simplesmente genial. E para além de puder ajudar às crianças, ajudo-me a mim, praticando o meu papel de "psicóloga".

 

Quando e onde? De 27 de abril até 3 de maio, no centro comercial Colombo (Lisboa).

 

A quem se destina? A crianças entre os 3 e os 10 anos. 

 

Site? http://www.hospitaldabonecada.pt/

 

Em relação a formação (na qual estive hoje presente), tenho a dizer que foi das melhores que alguma vez tive em projectos de voluntariado. Os convidados foram muito apropriados e deram-nos muita bagagem para "trabalhar".

Adorei a primeira "palestra", do Doutor Palhaço Dr. P.P.P. Pipoca e fundador da Operação Nariz Vermlho, Mark Mekelburg. Este é daqueles Senhores (com S grande, se faz favor) que admiro, não só pelo seu trabalho, como pela forma que falou connosco. Começou o seu discurso por nos levar a fazer uma massagem uns aos outros (pessoas totalmente desconhecidas que se começaram a tocar nos ombros, braços, pescoço e cabeça), depois falou-nos sobre comunicação e do quanto esta é importante no papel do voluntário.

Para além da comunicação (que "é um processo para ganhar acesso ao coração e construir a comunidade", como ele fez questão de referir), falou-se também do processo dos três H's. Ou seja, Head (que significa cabeça, utilizada para pensar, de modo a estar presente, humanizando causas), Heart (que significa coração, utilizado para sentir, lendo o ambiente à nossa volta e humorizando) e Hands (que significa mãos, para fazer algo, ser agente de alguma coisa, e harmonizar). 

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A segunda "palestra" foi dada pela psicóloga clínica, Dr. Ana Gomes, que nos falou do "medo da bata branca" e dos estádios de desenvolvimento da criança. Por fim, uma psiquiatra, Dr. Georgina Maia, veio-nos falar sobre a "Prematuridade do Fim", ou seja como lidamos com as perdas e com a morte. Retiro desta última palestra, ideias como a de que temos de aceitar os nossos limites (porque todos temos limites, não somos nenhuns super heróis); não mentir às crianças (embora por vezes seja mais fácil mentir, é melhor sermos sinceros); e retiro ainda o processo de luto pelo qual nos lidamos com a perda (choque, negação, revolta, depressão, negociação e aceitação).

Agora resta esperar uma semaninha para pôr "mãos ao trabalho", e ajudar estas crianças a tentar ver os profissionais de saúde (médicos, dentistas, radiologistas, enfermeiros, psicólogos, etc) com outros olhos. 

 

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Jessie Bessie | 22 anos | Portugal

Embaixadora da Mais Mimus

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